Colisão de caminhões mata 2 e bloqueia rodovia no RS
AE
Segundo a polícia rodoviária, um dos veículos transportava botijões de gás de cozinha e bateu de frente com um caminhão cegonha
selo
Duas pessoas morreram após dois caminhões colidirem na tarde desta terça-feira (07), na RSC-287, na altura do quilômetro 191, entre Restinga Seca e Agudo, na região central do Rio Grande do Sul.
Leia também: Acidente entre dois ônibus deixa mais de 50 feridos em Brasília
Um dos veículos transportava botijões de gás de cozinha e bateu de frente com um caminhão cegonha. Segundo informou a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), os carros pegaram fogo e o Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas. O local do acidente passará por perícia.
O trânsito na rodovia está interrompido nos dois sentidos desde as 14h. Como alternativa, os motoristas podem acessar a ERS-348, em Agudo, no sentido Santa Maria, e a ERS-149, para os motoristas que trafegam no sentido capital.
Mortes nas estradas: Região Sul do Brasil tem mais trechos perigosos em estradas
Veja abaixo os trechos mais perigosos das rodovias brasileiras:
Empresa porto-riquenha exportará carne de iguana verde
EFE
Projeto pretende reduzir população de réptil que não é natural da ilha caribenha

Projeto estabeleceu como meta em médio prazo reduzir em 80% a população de iguana verde em Porto Rico
Foto: Getty Images
Uma empresa porto-riquenha exportará aos Estados Unidos e outros países do continente americano carne de iguana verde, iniciativa empresarial que tenta aproveitar a reprodução sem controle deste réptil não é natural da ilha caribenha.
Umberto Vázquez, um dos sócios da companhia "Best Iguana Puerto Rico Meat", afirmou nesta terça-feira (7) que a ideia de iniciar a empresa surgiu depois que o Departamento de Recursos Naturais e Ambientais (DRNA) tornasse público em julho do ano passado a intenção de promover a venda de carne do réptil, trazido da América Central há 20 anos.
O DRNA, junto a outros departamentos governamentais, estabeleceu como meta em médio prazo reduzir em 80% a população de iguana verde em Porto Rico, onde o réptil é considerado uma praga que danifica a agricultura local devido à ausência de um predador natural que controle sua expansão.
Vázquez antecipou que sua empresa pagará US$ 0,50 por cada meio quilograma de carne de iguana verde, uma vez que se inicie a atividade da "Best Iguana Puerto Rico Meat" programada para março.
"A iguana verde está acabando com a agricultura", destacou o empresário, que assegura que já conta com uma equipe de pessoas dispostas a iniciar a caça de iguanas, frequentes nos parques e jardins de todas as áreas urbanas de Porto Rico.
Leia mais:
Iguanas nascem em cativeiro pela primeira vez em 11 anos
Equador tenta evitar que aviões atropelem iguanas em Galápagos
Vázquez disse que sua companhia mantém contatos com potenciais compradores nos EUA, onde garantiu que há boas perspectivas de comercialização dada a boa aceitação da carne desse réptil no país.
O empreendedor frisou que as possibilidades de exportação não terminam nos EUA e que sua empresa procura clientes em outros países do continente como El Salvador, Panamá e Colômbia.
"Trata-se de uma carne ótima, um pouco mais doce que a do frango", detalhou Vázquez, lembrando que a pele de iguana verde é usada também para a fabricação de produtos de indústria dos artigos de couro.
Pesquisador sugere introduzir elefantes africanos na Austrália
Maria Fernanda Ziegler,
Medida, muito criticada por outros cientistas, visa combater os incêndios no continente

Para combater incêndios na Austrália, pesquisadores sugere uso de elefantes e outros mamíferos
Foto: Getty Images
Um pesquisador australiano resolveu defender uma medida controversa para o controle de incêndios na Austrália: a introdução de elefantes e rinocerontes, oriundos das savanas africanas, no país. Em artigo, publicado no periódico científico Nature, David Bowman, da Universidade da Tasmânia, afirma que as espécies atuariam no controle do fogo, comendo o capim-andropogon, um tipo de grama nativo que é muito inflamável. No entanto, especialistas australianos afirmam que a medida poderia causar ainda mais problemas para o ecossistema do continente.
Há exatamente três anos, a Austrália passou por um terrível incêndio, que ficou conhecido como Black Saturday - que consumiu mais de 400 mil hectares de terra e matou 200 pessoas. Os incêndios são uma preocupação constante na Austrália e que no ano passado 5% do continente foi atingido pelo fogo, de acordo com dados do artigo de Bowman.
Além do fogo, que acontece tanto pelo aumento das secas, quanto pelo manejo da terra - que usa vegetação mais inflamável -, há ainda a questão de espécies invasoras que criam um desequilíbrio no ecossistema, como búfalos e raposas. Isso também seria resolvido pela medida, afirma Bowman. Os grande animais africandos (juntamente com dragões de Komodo, da Indonésia) além de consumir o capim-andropogon, controlariam o crescimento dessas populações.
Leia mais:
Intrusos catalogados
Invasão de joaninha asiática ameaça mais de mil espécies britânicas
A sexta grande extinção parece estar a caminho
A proposta também inclui empregar caçadores aborígenes que poderiam ajudar no controle destes animais. "Eu percebo que há grandes riscos associados com o que estou propondo", disse Bowman. "Mas as abordagens usuais para gerir estas questões não estão funcionando".
A proposta não foi bem aceita por outros cientistas; Paul Sinclair, coordenador do programa de ecossistemas da Australian Conservation Foundation acredita que a medida criaria caos. “A Austrália já tem muitas espécies que foram introduzidas e que estão causando devastação. Nós não precisamos de elefantes”. O pesquisador afirma que há outros métodos mais eficazes. “Seria melhor se nós trabalhássemos no controle de problemas como o do capim-andropogon – que altera o regime de queima pela sua alta combustão -, aplicando medidas de queima nas lavouras mais inteligentes”, disse ao iG.
Andy Sheppard, ecologista da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Austrália (CSIRO) afirmou que “a ideia de Dr. Bowman se opõe a qualquer prova baseada em avaliações”.
Novo presidente do Supremo do Paraguai defende brasiguaios
Victor Núñez critica o não cumprimento de uma ordem de despejo de camponeses de propriedades pertencentes a colonos brasileiros
O plenário da Suprema Corte de Justiça do Paraguai elegeu nesta terça-feira seu novo presidente, Víctor Núñez, que criticou o não cumprimento de uma ordem de despejo de camponeses de propriedades que pertencem a colonos brasileiros - os brasiguaios - em uma zona conflituosa no leste do país.
Leia também: Mercosul quer a adesão da Bolívia e Equador, diz Patriota
Núñez foi nomeado em substituição a Luis María Benítez para um mandato de um ano. Em declarações a uma rádio local o magistrado questionou o não cumprimento da execução de uma ordem de despejo dos camponeses sem-terra que desde setembro de 2011 estão em frente às fazendas de produtores brasileiros de soja em Ñacunday, na província de Alto Paraná, a 400 km ao leste de Assunção.
A tensão nessa região, que faz fronteira com o Paraná, agravou-se em meados de janeiro por causa dos rumores de invasões de terras por parte dos camponeses - chamados carperos -, que reivindicam para reforma agrária terras ocupadas pelos brasileiros que foram para o Paraguai. "Lamentável que num estado de direito não se possa cumprir uma ordem judicial", afirmou Núñez.
Um representante dos carperos, Federico Ayala, disse à agência Efe que os camponeses não invadiram propriedades dos brasiguaios em Ñacunday. Segundo Ayala, oito mil camponeses que estão na região começaram na segunda-feira a se dirigir a terras pertencentes à companhia elétrica estatal e vão permanecer no local até receberem uma resposta do governo às suas demandas. O representante dos carperos disse que em oito dias os camponeses decidirão se vão recorrer à invasão de terras.
Na segunda-feira, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, advertiu que as forças de segurança utilizariam "todos os meios disponíveis" para evitar a violência entre carperos e brasiguaios de Ñacunday. Lugo afirmou ainda que o Executivo irá esperar a decisão da Justiça para realizar alguma ação no local.
Segundo o cônsul-geral do Brasil em Ciudad del Este, o embaixador Flavio Roberto Bonzanini, a presença dos sem-terra paraguaios nas propriedades pode colocar em risco o calendário agrícola da região do Alto Paraná.
"Nas próximas semanas tem a colheita de soja, depois o plantio do milho. Eles se sentem temerosos até mesmo de mover a maquinaria nas propriedades por medo de atentados contra equipamentos, que são valiosos, e eles próprios se sentem acuados", disse Bonzanini em entrevista à Agência Brasil.
Ele também reclamou do descumprimento da reintegração de posse. "A promessa é que seria cumprida em breve a ordem de reintegração de posse. Mas temos observado uma defasagem muito grande entre a promessa e o efetivo cumprimento dessa ordem judicial", disse.
A alternativa, segundo ele, seria processar as autoridades do país vizinho, que teriam a obrigação de fazer cumprir a ordem judicial. “Mas aí já é uma questão política”, observa.
Segundo o embaixador, o clima na região é considerado "explosivo". "A questão não é apenas cumprir a ordem de reintegração de posse, mas é que a multidão continua fazendo pressão e ameaçando brasileiros e descendentes, que são proprietários das terras há décadas."
A estimativa é que cerca de 350 mil brasileiros, a maioria agricultores, vivam em território paraguaio. Recentemente, o governo paraguaio mudou as regras sobre a faixa de fronteira, o que aumentou a pressão dos sem-terra paraguaios para que os brasileiros abandonem suas terras, alegando que foram ocupadas irregularmente.
Com EFE e Agência Brasil
Capitão do Costa Concordia continuará em prisão domiciliar
Promotoria havia pedido prisão cautelar de Francesco Schettino, acusado de ser responsável por acidente com navio em 13 de janeiro
Um tribunal de Florença, na Itália, decidiu nesta terça-feira que o capitão do cruzeiro naufragado Costa Concordia, Francesco Schettino, continuará em prisão domiciliar, negando o pedido da promotoria de Grosseto, que solicitava a medida de prisão cautelar, informou a imprensa italiana.

O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, em foto de 14 de janeiro
Foto: AP
O capitão do Costa Concordia, que naufragou em 13 de janeiro, é acusado, entre outros crimes, de homicídio culposo múltiplo e abandono de embarcação.
Schettino foi preso em 14 de janeiro, mas a juíza de instrução Valeria Montesarchio decretou no dia 17 sua prisão domiciliar por considerar que não havia risco de fuga. No entanto, quatro dias depois, a promotoria de Grosseto recorreu da decisão da magistrada por acreditar que Schettino poderia fugir e manipular as provas. Já a defesa de Schettino pediu a anulação da prisão domiciliar e sua libertação.
O Costa Concordia, no qual viajavam 4.229 pessoas, incluindo 3.209 passageiros, encalhou depois que Schettino decidiu, supostamente sem autorização, aproximar-se da Ilha de Giglio. Na aproximação, a embarcação chocou-se contra rochas, o que provocou a ruptura do casco do cruzeiro, que chegou a se inclinar em 80 graus.
Infográfico 1: Saiba o que aconteceu com o Costa Concordia
Infográfico 2: Veja comparação entre o naufrágio do Costa Concordia e do Titanic
Até o momento, 17 corpos foram retirados do navio, enquanto 15 pessoas continuam desaparecidas: quatro italianos, seis alemães, dois franceses, dois americanos e um indiano.
Toneladas de combustível
Desde o dia 28 de janeiro, a empresa holandesa Smit e a italiana Neri não conseguem começar a retirada de quase 2,4 mil toneladas de combustível que estão armazenados nos tanques do Costa Concordia por causa do mau tempo que afeta a Itália.
A forte onda de frio não vem permitindo nem mesmo terminar as tarefas de preparação dos tanques, e não há previsão para que as equipes se aproximem do navio novamente. O frio também impediu a retomada dos trabalhos de busca pelos desaparecidos.
Diante da ameaça de possíveis derramamentos, as operações de perfuração dos seis tanques, onde são armazenados 50% do combustível, haviam sido iniciadas e a previsão era esvaziá-los em três semanas. No entanto, ainda há um tanque intacto.
A proteção civil informou que não existe risco de comprometer a estabilidade da embarcação, e a Agência Regional para a Proteção do Meio Ambiente da Toscana (ARPAT) explicou que não foram registrados "fenômenos significativos de poluição" do mar.
No domingo, o prefeito da ilha de Giglio, Sergio Ortelli, pediu a retomada dos trabalhos o mais rápido possível, não só pela possibilidade de poluição, mas também pela proximidade da temporada turística, principal atividade econômica da localidade.
Esse novo revés na remoção do combustível preocupa os moradores de Giglio, já que as tarefas para eliminar o cruzeiro só poderão ser iniciadas quando os tanques forem esvaziados completamente. O responsável da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, calculou que serão necessários de sete a dez meses para remover o cruzeiro Costa Concordia do litoral.
Navio Costa Concordia

Homem caminha em praia próxima ao local do naufrágio do navio
Foto: AP

Navio que naufragou após bater em banco de areia faria cruzeiro de sete dias pelo Mediterrâneo
Foto: AP

O navio Costa Concordia, que levava 4.000 pessoas, naufragou após bater em banco de areia próximo à ilha de Giglio (Itália)
Foto: AP

Barcos de resgate trabalham na retirada das vítimas e busca por desaparecidos no Costa Concordia
Foto: AP

O navio vista de Giglio, na Itália
Foto: AP

Navio naufragou em região de mar calmo. Está escorado a 80 graus em local arenoso com profundidade de 30 metros
Foto: AP

Passageiros do navio chegam ao porto de Santo Stefano, na Toscana
Foto: AP

Policial segura criança retirada do navio Costa Concordia, no Porto Santo Stefano
Foto: AP

Passageiros chegam de balsa no porto de Santo Stefano, no continente italiano
Foto: AP

Navio ficou encalhado em banco de areia próximo à ilha de Giglio, na Itália; três pessoas morreram
Foto: AP

O Navio de cruzeiro Costa Concordia em foto de arquivo
Foto: AP

Imagem mostra rasgo no caso do Costa Concordia, que naufragou na Itália
Foto: Reuters

Sul-coreana foi a segunda sobrevivente a ser resgatada do navio que naufragou na Itália
Foto: Reuters

Sul-coreano recebe ajuda após ser resgatado de navio acidentado, no sábado (14), na Itália
Foto: Reuters

Bombeiros observam rocha entre o casco do navio
Foto: AP

Bombeiros conduzem operação de resgate dentro do navio parcialmente naufragado
Foto: AP

Cruzeiro permanece tombado perto da costa italiana
Foto: AP

Uma pessoa é resgatada por helicóptero do navio Costa Concordia
Foto: Reuters

Moradores de região na Itália observam Costa Concordia
Foto: AP

Foto divulgada pela Guarda Costeira Italiana em 16/01 mostra o casco do navio embaixo d'água
Foto: AP

Sobreviventes do naufrágio do navio Costa Concordia desembarcaram no Rio Grande do Sul neste domingo
Foto: AE

O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino (D), é preso pela polícia italiana in Grosseto em 14/01
Foto: AFP

Equipes de resgate se aproximam de navio naufragado (17/01)
Foto: AP
*Com EFE
Ex-deputado federal José Melo morre em Brasília
AE
Vítima de ataque cardíaco aos 55 anos, Melo foi o deputado mais votado do Acre em 1982
selo
O ex-deputado José Melo, do PMDB do Acre, morreu ontem, em Brasília. Ele foi o deputado mais votado de seu Estado em 1982 e integrante da Assembleia Nacional Constituinte entre 1987 e 1988.
Segundo a Agência Câmara, Melo foi vítima de ataque cardíaco aos 55 anos. O sepultamento será realizado hoje, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, às 17 horas. As informações são da Agência Câmara.