CrystalTube Seu Portal de Informações!

Americana encerra série negativa e bate o São Bernardo

AE

Time é o 11.º colocado, com 19 pontos ganhos. Já o São Bernardo caiu para a 16.ª posição

Depois de seis derrotas consecutivas, o Americana enfim voltou a vencer. Na noite deste domingo, bateu o São Bernardo em casa por 3 a 1, pela 16.ª rodada do Paulista, e conseguiu se afastar um pouco da ameaça do rebaixamento. O time de Americana é o 11.º colocado, com 19 pontos ganhos. Já o São Bernardo caiu para a 16.ª posição, somando 15 pontos.

O Americana começou melhor o primeiro tempo e, logo aos dois minutos, abriu o placar. Após cobrança de escanteio pela direita, o zagueiro Vinícius subiu sozinho e desviou de cabeça. A bola entrou no canto, sem chances para o goleiro Marcelo Pitol.

Apesar de não estar jogando tão bem, o São Bernardo chegou ao empate aos 35 minutos, depois que o Jailson derrubou Júnior Xuxa dentro da área e o árbitro marcou a penalidade máxima. Com força, Dirceu bateu no meio do gol, deslocou o goleiro e ampliou.

Querendo a vitória, o Americana voltou melhor para o segundo tempo e, aos 4 minutos, ficou novamente em vantagem. Marcinho, que havia entrado no intervalo, arriscou belo chute de fora da área, sem chances para o goleiro Marcelo Pitol.

O São Bernardo pareceu ter sentido a desvantagem, porque aos 12 minutos, o Americana fez o terceiro. Carlinhos desceu até a linha de fundo e fez belo cruzamento para Lúcio Flávio, que apareceu sozinho e cabeceou forte no canto do goleiro.

No sábado, Americana vai até Lins para encarar o Linense. O São Bernardo tem, no mesmo dia, o clássico contra o São Caetano.

FICHA TÉCNICA - Americana 3 x 1 São Bernardo

Americana - Jaílson; Carlinhos, Jorge Luiz, Vinícius e Magal; Jackson, Léo Silva, Fumagalli (Sandro) e Marcinho (Aírton); Lúcio Flávio e Rafael Chorão (Juninho). Técnico - Toninho Cecílio.

São Bernardo - Marcelo Pitol; Leandro Camilo, Dirceu (Régis) e Melika; Guto, Lucas (Raul), William Favone (Zé Forte), Júnior Xuxa e Moreno; Danielzinho e Elionar Bombinha. Técnico - Estevam Soares.

Gols - Vinícius, aos 2, e Dirceu, pênalti, aos 35 minutos do primeiro tempo. Marcinho, aos 4, e Lúcio Flávio, aos 12 minutos do segundo tempo.

Árbitro - Welton Orlando Wohnrath.

Cartões amarelos - Melika, Lucas, Jaílson, Dirceu, Sandro, Marcinho e Régis.

Renda - R$ 17.895,00

Público - 1.429 pagantes

Local - Estádio Décio Vitta, em Americana.

27Mar/110

Linense goleia o Botafogo e deixa zona de rebaixamento

AE

Já o Botafogo, que vinha de duas vitórias, segue correndo risco de rebaixamento, na 14.ª posição

De forma avassaladora e com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo, o Linense goleou o Botafogo, por 4 a 0, em Ribeirão Preto, neste domingo à noite, pela 16.ª rodada do Campeonato Paulista. Com isso, o Linense deixou a zona de rebaixamento, que agora tem o Ituano ao lado de Noroeste, Santo André e Grêmio Prudente.

Com a surpreendente vitória, principalmente pelo placar elástico, o Linense chegou aos 15 pontos e empurrou o Ituano, que tem a mesma pontuação, para a zona de descenso. O time de Lins saiu da degola pelo saldo de gols em relação ao time de Itu: -11 a -10. O Botafogo, que vinha de duas vitórias sobre times do ABC, segue correndo risco de rebaixamento, na 14.ª posição, com 17 pontos.

O visitante começou a partida melhor e logo abriu o placar. Tarracha chegou tranquilamente à linha de fundo e cruzou. Esperto, o atacante Pedrão antecipou a marcação e tocou de cabeça para o fundo do gol. Pelas duas laterais, o time visitante tinha grande espaço para jogar. Mesmo assim, o Botafogo não se intimidou e criou grandes chances de empatar com Pablo Escobar e Anselmo.

Quando atravessava, porém, seu pior momento na partida, o time visitante aumentou o marcador. Aos 39 minutos, Éder encontrou Pedrão dentro da área. O atacante escolheu o canto e marcou pela segunda vez na partida.

Estava fácil para o Linense jogar pelo lado esquerdo. Atuando em velocidade por este setor, o visitante transformou a vitória tranquila em goleada. Primeiro com Tarracha, aos 26 minutos do segundo tempo, depois de boa jogada individual. Sete minutos depois, o lateral-esquerdo foi até a linha de fundo e cruzou para trás, onde estava Éder, que apenas desviou para o fundo do gol.

O Botafogo volta a campo no próximo domingo, contra o Corinthians, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Um dia antes, o Linense recebe o Americana.

FICHA TÉCNICA - Botafogo 4 x 0 Linense

Botafogo - Julio César; Túlio Souza (Daniel), Demerson, Augusto e Gabriel (Marcinho, depois Caio); Leandro Carvalho, Rodrigo Soares, João Henrique e Assis; Anselmo e Pablo Escobar. Técnico - Argel Fucks.

Linense - Mateus; Eric, Rocha (André Turatto), Marcelo e Tarracha; Marcos Vinícius, Wellington Monteiro, Éder (Fabão) e Gilsinho; André Luiz (Matheus) e Pedrão. Técnico - Pintado.

Gols - Pedrão, aos 12 e aos 39 minutos do primeiro tempo. Tarracha, aos 26, e Éder, aos 33 minutos do segundo tempo.

Árbitro - Rodrigo Braghetto.

Cartões amarelos - Assis; Eric, Marcelo, André Luis.

Cartão vermelho - Matheus.

Renda - R$ 30.960,00.

Público - 1.949 pagantes.

Local - Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

27Mar/110

Ponte Preta e Paulista empatam e se mantém no G-8

AE

Sem vencer há quatro partidas, equipe de Campinas segue na sexta posição na classificação do Paulista

Não foi dessa vez que a Ponte Preta encerrou a série sem vitórias e o seu declínio no Campeonato Paulista. Neste domingo, o time de Campinas não mostrou um bom futebol em casa e só empatou sem gols com o Paulista, pela 16.ª rodada do estadual, aumentando a série sem triunfos para quatro partidas. Antes disso, o time campineiro havia surpreendido o Corinthians no Pacaembu.

Vindo de duas derrotas e um empate, a Ponte chegou aos 26 pontos e se manteve na sexta colocação. A diferença para a Portuguesa, primeiro time fora do G-8, é de apenas quatro pontos, a três rodadas do fim da fase de classificação. O Paulista está uma posição abaixo, com um ponto a menos.

O primeiro tempo foi bastante equilibrado e com poucas oportunidades de gol. O time visitante levou mais perigo nas bolas aéreas e em uma delas quase abriu o placar, mas Hernane cabeceou livre pela linha de fundo.

A melhor oportunidade dos campineiros aconteceu aos 39 minutos. Baiano tentou tirar o perigo e quase desviou contra o próprio gol. Atento, o goleiro Felipe Alves fez boa defesa e espalmou para escanteio.

Diferente do primeiro tempo, a Ponte voltou mais acordada do intervalo e criou boas oportunidades, mas esbarrou em uma grande atuação de Felipe Alves. Em uma das melhores chances, Márcio Diogo invadiu a área e bateu cruzado, mas Ricardo Jesus chegou atrasado e não conseguiu completar para o fundo do gol.

Preocupado apenas em se defender, o Paulista chegou com perigo aos 25 minutos. Baiano cobrou falta direto e a bola explodiu no travessão, saindo pela linha de fundo. Nada mais do que isso.

A Ponte Preta entra em campo pela 17.ª rodada do Campeonato Paulista no próximo domingo, fora de casa, frente ao Bragantino. Antes, o time de Campinas terá pela frente o Goiás, na quinta-feira, novamente no Moisés Lucarelli, pela segunda fase da Copa do Brasil. O Paulista joga no sábado, contra o Mogi, em Jundiaí.

FICHA TÉCNICA - Ponte Preta 0 x 0 Paulista

Ponte Preta - Bruno; Eduardo Arroz, Leandro Silva, Ferron e João Paulo (Renan); Xaves, Lucas (Márcio Diogo), Mancuso e Valber; Tiago Luís e Ricardo Jesus (Charles). Técnico - Gilson Kleina.

Paulista - Felipe Alves; Weldinho, Rodrigo Sabia, Henrique Lima e Marcelo Xavier (Tutinha); Samuel Xavier, Marquinhos (Ronê Dias), João Paulo, Baiano e Diego Barboza (Bruno Formigoni); Hernane. Técnico - Wagner Lopes.

Árbitro - Cléber Wellington Abade

Cartões amarelos - Válber, Samuel Xavier

Renda - R$ 21.093,00

Público - 2.565 pagantes

Local - Estádio Moises Lucarelli, em Campinas.

27Mar/110

Neymar não volta com a delegação e fica mais um dia em Londres

Marcel Rizzo, enviado iG a Londres

Seus pais e empresário estão na cidade. Santos deu um dia de folga, mas atacante pode conhecer instalações de clube interessado

O atacante Neymar não retornou ao Brasil com a delegação da seleção brasileira, que embarcou em vôo na noite deste domingo em Londres. O empresário do atleta, Vagner Ribeiro, está em Londres. O iG apurou que o jogador pode conhecer as instalações do Chelsea, clube que o tentou contratar no ano passado. Na época, o atacante acabou renovando contrato com o Santos até 2015 e teve aumento de salário. A informação oficial é que ele passeará com seus pais pela cidade, que não conhece.

Segundo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o presidente santista Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro ligou diretamente ao supervisor da comissão técnica, Guilherme Ribeiro, e comunicou que Neymar e Elano ganharam folga nesta segunda. Neymar pediu para ficar mais um dia em Londres e foi atendido.

Sues pais, Neymar e Nadine, estão na Inglaterra e assistiram no campo do Arsenal à vitória da seleção brasileira por 2 a 0 sobre a Escócia, com dois gols de Neymar. O jogador os dedicou aos pais.
 

27Mar/110

Fluminense e Vasco empatam em 0 a 0 em clássico sem graça

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro

Empate foi pior para o Fluminense, que continua na 3ª colocação do Grupo B. Vasco segue na liderança do A

Foto: AE

Embalados pelos últimos bons resultados, Fluminense e Vasco entraram em campo, neste domingo, em situações completamente distintas. Enquanto o time de São Januário defendia a liderança do grupo A, o atual campeão brasileiro precisava de uma goleada por mais de quatro gols para assumir a segunda colocação do grupo B e seguir vivo na luta por uma vaga na semifinal. O empate sem graça e sem gols, pela quinta rodada da Taça Rio, foi melhor para o Vasco, que se manteve na liderança.

Se o Vasco segue em primeiro no grupo A, com os mesmos dez pontos do Boavista e do Americano, mas leva vantagem nos gols marcados, o empate deixa o Fluminense ameaçado no grupo B. Com oitos pontos, o atual campeão brasileiro se manteve na terceira colocação do grupo B, atrás de Botafogo, com dez, e Olaria, que lidera com 12, e viu a vaga para a semifinal ficar mais distante.

Enquanto o time das Laranjeiras só volta a campo pela Libertadores dia 6, de abril, contra o Nacional, em Montevidéo, e não joga no meio de semana, o Vasco enfrenta o ABC, na próxima quarta-feira, às 21h50, em Natal, pela Copa do Brasil.

O jogo
O jogo começou com o Vasco em cima, mas sem conseguir penetrar na área do Fluminense. Não demorou muito e o time tricolor tomou conta do meio campo. Aos dez minutos, a primeira boa chance do jogo. Conca recebeu de Mariano, passou por dois adversários e chutou rasteiro, obrigando Fernando Prass a mandar para escanteio.

O Fluminense continuava melhor e, aos 14, quase abriu o placar. Fred tabelou com Emerson, o camisa 10 cruzou rasteiro na área, mas o capitão tricolor chegou atrasado frente a frente com Fernando Prass. A bola sobrou para Souza que fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Emerson, que isolou.

E só dava Fluminense. Aos 20, Julio Cesar fez boa jogada pela esquerda e cruzou, mas a vaga do Vasco cortou. Na cobrança do escanteio, Souza cobrou na cabeça de Valencia, que só raspou para trás, mas Fred chegou atrasado e tocou para fora.

O Vasco só foi assustar o Fluminense aos 27. Bernardo sofreu falta de Mariano na intermediária do time tricolor. Apesar de longe, o apoiador do Vasco com perigo e obrigou Ricardo Berna a fazer boa defesa. O lance de perigo animou o time vascaíno, que voltou a assustar, aos 34. Bernardo cobrou escanteio e a vaga do Fluminense afastou, no rebote, Bernardo tabelou com Alan e chutou forte para mais uma boa defesa de Ricardo Berna.

A pressão era toda do Vasco, e aos 36, quase marcou. Conca, que nem de longe lembrava o craque do Brasileirão de 2010, errou um passe fácil no campo de ataque, a bola sobrou para Éder Luis, que carregou até a entrada da área e soltou uma bomba que explodiu no travessão do goleiro do Fluminense.

Aos 42, outra vez Ricardo Berna evitou que o Vasco abrisse o placar. Rômulo tabelou com Diego Souza, recebeu de volta e tocou para Bernardo encher o pé, mas o goleiro do Fluminense espalmou para escanteio.

O Fluminense voltou do intervalo com Deco no lugar de Souza e logo no primeiro minutos do segundo tempo chegou com perigo. Emerson recebeu na esquerda, tabelou com Deco que tocou pata Fred, o atacante tirou Dedé da jogada com o corpo e chutou à esquerda de Fernando Prass.

Até a parada técnica, aos 20, o que se viu foi um completo apagão técnico, com as duas equipes abusando dos chutões, das faltas e dos passes errados. Tanto Ricardo Berna quando Fernando Prass eram meros espectadores.

A qualidade caiu tanto no segundo tempo, que, aos 26, Éder Luis perdeu um gol inacreditável dentro da pequena área. Márcio Careca lançou o atacante que entrou cara a cara com Ricardo Berna, mas chutou tão mal que a bola por pouco não sai pela linha lateral.

Aos 38, um dos raros momentos de perigo do Fluminense no segundo tempo. Conca cobrou escanteio da direita, a zaga do Vasco cortou mal, a bola sobrou para Deco que arriscou de longe para boa defesa de Fernando Prass. Aos 46, o Fluminense ainda teve uma última boa chance para marcar. Fred deixou Julio Cesar na cara do gol, o lateral-esquerdo chutou com perigo, mas Fernando Prass garantiu o 0 a 0.

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE 0 x 0 VASCO

Local: Engenhão (RJ)
Data: 27 de março de 2011, domingo
Horário: 18h30h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa
Renda: RS$ 631,665.00
Público Pagante: 22.945 (Presentes: 27.480)
Cartões Amarelos: Diego Souza (VAS), Conca (FLU), Eduardo Costa (VAS), Diguinho (FLU), Deco (FLU), Alecsandro (VAS)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano (Deco), Gum, Digão (Edinho) e Julio Cesar; Valencia, Diguinho, Souza (Deco) e Conca; Emerson (Araújo) e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

VASCO
: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe (Jeferson) e Bernardo (Alecsandro); Diego Souza e Eder Luis (Leandro). Técnico: Ricardo Gomes.

27Mar/110

Veja o que Rogério Ceni falou após marcar o 100º gol da carreira

Danilo Lavieri,

Goleiro agradece à família, técnicos e lembra como foi no seu início de carreira

Rogério Ceni comemorou neste domingo o 100º gol de sua carreira. O goleiro marcou na vitória por 2 a 1 do São Paulo contra o Corinthians e colocou a Arena Barueri para sempre na sua história.

O goleiro dedicou o seu gol a vários técnicos, à família e também aos torcedores. Ele comentou como foi o início dessa ideia e quais são os seus próximos objetivos após essa grande conquista.

Confira as melhores respostas de Rogério Ceni na coletiva deste domingo:

O que você sentiu quando a bola entrou e você viu a explosão de fogos? Você acha que o árbitro foi rigoroso de te dar o amarelo?
Rogério Ceni: Acho que não, passei por ele e falei: ‘Nunca tomei cartão amarelo por comemoração, mas hoje você está na sua razão’. A regra é igual para todo mundo e não é o momento comemorativo que muda isso. Eu fui com muita convicção, foi do jeito que eu achei que poderia ser. Começou na mesma posição, no mesmo lado do meu 1º gol. E chegou o número 100 também na cobrança de falta. Eu queria que fosse de falta. Ainda teve a importância do jogo, um clássico paulista, com grandes profissionais, um bom público e a festa de maneira geral. Se desse para imaginar um final melhor, não um final, porque ela não se encerra aqui, mas não dava para ser melhor.

Qual a importância desse gol ter saído contra o Corinthians?
Rogério Ceni:
Na verdade, a grandeza dos clubes de São Paulo se dá através dos concorrentes, dos grandes adversários. O público tem todo direito de brincar e nós temos o dever de sermos profissionais. O adversário poderia ser qualquer um. Claro que era um jogo especial. Eu já fiquei 14 jogos sem perder e nós estávamos há 11 sem vitória. Esse gol ocasionou algo importante, que foi a vitória. Mas a gente não deixa essas coisas extrapolarem. Foi importante, foi legal, mas a grandeza do São Paulo depende do Palmeiras, Corinthians, Santos e vice-versa.

O Júlio César vai ficar marcado para sempre na história...
Rogério Ceni:
Eu vi o Júlio crescer. Tem até uma passagem engraçada sobre isso: Eu estava nos Estados Unidos e fui assistir um basquete e em um ginásio com 20 mil lugares. Nem sabia que ele estava lá e comprei quatro entradas. Quando eu cheguei a cadeira era do lado dele. Três anos depois disso, fiz o gol. Fico muito feliz de ver ele conseguir a afirmação no Corinthians, é uma valorização dele, ainda mais com a capacidade do Corinthians. Ele também foi tentar fazer o gol dele, a vida é assim. O futebol é profissional, a festa é daqueles que vestem a camisa do São Paulo, dos torcedores, mas o respeito é sempre grande de um para o outro.

Quem te pediu para bater falta pela primeira vez? E o Mário Sérgio, o único que pediu para você não bater?
Rogério Ceni:
Com ao Mário eu aprendi uma coisa: É preciso ter hierarquia dentro de uma entidade. Não foi algo que foi bom pra mim, mas foi bom para entender os que obedecem, os que decidem. Eu tenho certeza que hoje ele mudaria de opinião, como ele já falou. Com relação ao início da carreira, foi em 1996, quase ninguém batia falta e vários meninos foram emprestados. Aí o Telê sempre pedia para eu chegar meia hora mais cedo e tomei a iniciativa meio que por conta própria. Queria agradecer ao treinador de goleiro da época, o Muricy, que teve a personalidade de me autorizar a efetuar a primeira cobrança. Se não fosse pela posição firme, em 1997, talvez eu não teria chegado a essa marca. Eu não falo muito de Deus, mas eu acredito na dedicação e no trabalho. Tem histórias que são escritas. Foi um momento que nem nos sonhos eu conseguiria fazer 100 gols de uma maneira tão plena.

E os seus gols que a Fifa não comemora?
Rogério Ceni:
Eu não pude servir o exército, não posso comemorar gol no exército. Não vejo problema nenhum em a Fifa não computar. Os outros dois gols aconteceram, com registro, com público. Se tivesse que mudar isso, mudaríamos uma contagem desde Chulapa e vários outros.

Depois de conquistar Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial, você chega agora a 100 gols. Você é o melhor da história do São Paulo?
Rogério Ceni:
Temos gerações e gerações. Como eu poderia me comparar com Raí, Leônidas, e tantos outros jogadores? E eu sou goleiro, é uma comparação injusta. Mas dentro da historia que e me propus, provavelmente ficarei na memória de muita gente. Você não pode escolher de cada um. Cada um marca a sua época. E levará consigo na memória.


Você acha que sentiu a mesma emoção de Pelé?
Rogério Ceni:
Eu sou melhor que o Pelé no gol. E só. Para mim foi muito importante, pois essa identificação do Pelé com o Santos foi ficando escassa, né? E a minha fidelidade para o São Paulo foi muito grande. No gol, eu poderia desafiar o Pelé.

Você acha que algum outro goleiro vai alcançar essa marca?
Rogério Ceni:
Acho que é possível diante da modernidade que alguém atinja. Acho difícil que consiga 56 gols de falta, mas em pênalti pode ser que consiga. Antes de eu parar ninguém vai chegar. E aí é mais um jeito de ser lembrado mais pra frente. É legal.

Você só bate pênaltis desde 2005. Se batesse desde sempre, quantos gols você teria?
Rogério Ceni:
Eu acredito que se tivesse batido pênaltis eu estaria em 150 gols. Pela média. Mas isso é irrelevante agora.

É especial fazer 100 gols em cima do Corinthians para dar o Centenada para eles? Você esperou de propósito o Corinthians?
Rogério Ceni:
É uma pergunta bacana do programa de vocês (CQC, da Rede Bandeirantes), sempre bem humorado. Mas na minha posição não se escolhe. Fiz cinco gols esse ano. Não perdi o pênalti de propósito contra o Bragantino, né? Então acho que o torcedor vai brincar, vai associar, mas para mim, se tivesse acontecido no último, eu teria feito.